MARINA SILVA.
Por, WILL MENEZES
Enfim, estamos a 7 dias das eleições em nosso país, e podemos dizer que a disputa presidencial esse ano entrará para história, não apenas por demonstrar um cenário acirrado entre os candidatos, mas principalmente, pelos acontecimentos que ocorreram no decorrer do processo de campanha. Foi possível vivenciar esse ano duas eleições para presidente da república, uma até o dia 13 de agosto, e outra a partir daí; pudemos concluir que, a candidata Marina Silva, que se aliou ao PSB para disputar a vice-presidência da república, nunca haveria de imaginar uma situação tão transformadora em sua vida pública, pois, devido ao acidente que vitimou o então candidato Eduardo Campos, Marina se viu em uma situação de salvadora da pátria e defensora do povo brasileiro que clamava por uma mudança evidenciada nas pesquisas. Enfim, para Marina, este era o momento fundamental para assumir a presidência da república federativa do Brasil. Porém, a coisa não está funcionando como o esperado, e a partir do momento que alguns eleitores começaram a perceber que a socialista Marina Silva já não apresentava mais o mesmo discurso da eleição anterior(2010), onde obteve milhões e milhões de votos com uma postura explicitamente independente, e se deram conta de que a candidata começou aos poucos a defender algumas posições da direita elitista extremamente rejeitada na sociedade brasileira, passaram a observar mais de perto os posicionamentos e contradições da candidata. Marina Silva, por sua vez, ficou impressionada com a possibilidade de assumir o posto mais alto da politica brasileira e a cada dia que passa não vem conseguindo manter uma imagem suave aos olhos do eleitor, justamente devido a diferença de suas posições entre os 4 anos que se passaram de uma eleição para outra.
O que, de fato, está comprometendo a campanha da candidata socialista, são posicionamentos que não demonstram firmeza ao eleitorado, que desde o recuo no seu posicionamento em relação aos direitos do público LGBT, ficou com o pé atrás em relação a firmeza com que a candidata agiria no comando da nação. A partir daí, Marina foi altamente criticada por uma parcela da sociedade e serviu como ponto de partida para os ataques da presidenta petista Dilma Rousseff, que tenta a reeleição, ataques estes, que foram se intensificando tendo em vista um descontrole emocional da candidata Marina que vez ou outra acaba defendendo posturas que cada vez mais demostra ao eleitor que, o que poderia ser realmente uma nova proposta política para o país, está se firmando como uma ferramenta da direita conservadora a ser utilizada para fins de retorno ao comando nacional.
Por conta dessas situações, atrelada a um tempo inferior no guia eleitoral, onde não se tem espaço para a construção de uma justificativa a sociedade, é que a candidata Marina vem perdendo pontos importantes nas pesquisas de intenções de voto, o que compromete até a sua ida ao segundo turno das eleições, que, se acontecer, ja pode ser considerado uma grande vitória para a candidata, tendo em vista que, ela terá o mesmo tempo de TV que o(a) concorrente e poderá repensar os seus posicionamentos com mais calma e clareza, e torcer para que a situação seja reversível.

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